Publicado no Almanach Laemmert – 1903
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Arquivos do mês de fevereiro de 2012
O dia depois de amanhã nevado.
7 de fevereiro de 2012
Dizem que a tradição inglesa é de nevar um dia por inverno. Ano passado foi o cão-babão e esse ano já vi 3 neves aqui nas redondezas. Tomara que continue desse jeito.
Aliás, a inglesada pode reclamar o que for, mas eles curtem a neve. Eu estava na janela, só matutando uma foto e como ela ficaria interessante com a perspectiva perpendicular, quando passou dois camaradas jogando bolas de neve um no outro.
Todo mundo na rua começou a aprontar! Não pensei duas vezes, saquei uma meia duzia de pilhas recarregáveis velhas, minha câmera caolha (ia ser melhor que celular que seria melhor que nada) e lá fui eu pisar no gelão. A primeira foto foi a mais fenomenal: a do Porsche embaixo da luz de mercúrio. A meta estava cumprida então saí despreocupado pela região. Deu essas fotos despretensiosas abaixo, com muita neve e flocos impressionantes.
E aquela frase de que lá fora tudo fica mais silencioso e melancólico quando neva é verdade. O silêncio existe e é explicado por física. A melancolia vem do preto-e-branco transformado.
Meu Facebook e Twitter lotou com fotos, mensagens e gente feliz da vida. A maioria ingleses exaltados com mais uma nevada. Agora a vergonha alheia foi a brasileirada que se acham os insiders e, como bons grumpies da cornuália, lá foram reclamar que a neve parava Londres. Ah vá! todo mundo sabe que a neve pára Londres justamente para você ir lá fora esfriar os cornos.

Pé-de-cão.

Pinheiro no descongela.

Toco no esquema

Grafismo no barco residência.

Convés e cordas na geadinha.

Uma 110 legal, com um rack ridículo e uma barraca de teto australiana.

Seguindo o pato pelo rastro.

A mão que fotografa é a mesma que esmaga.

Pond congelado, mato vermelho de frio e uma rachadura estranha.

Toco de amarrar bóte. Tâmisa ali, marronzento.

Dois gaviões arrancadores-de-olhos-de-peixes.

Passaraiada louca da vida.

O feltro tava caindo.

O banco do homem-sem-costas.

Todo mundo tem cenoura em casa, pelo visto.

O boneco de neve anão. Branco. Branco de neve, o boneco. Coisa assim.

Aham, aquela marca de sabonete meio estranha.

A tal da foto que falei ali em cima.

Bicicletas no relento.

Açúcar de confeiteiro.

Cockpit da hayabusa.

18 segundos de semáforo em f/11.

Trem, carros, calçada, cano, neve, light blur, dof de flocos de neve na lente, estrelinha do f/alto. E ficou legal.

Ele mesmo, o espelho dos cento e oitenta graus.

Roda de bicicleta jogada no mato.

Uma Evoke, gelada.
E um video meio timelapse mas que ficou diferente. Não é HD pois é feito com câmera vintage pré-modernista:
Publicidade: 1900-1910 | Aspirina Bayer
2 de fevereiro de 2012
Publicidade Alltype com emprego de cor única na impressão. A Bayer sempre usou as cores nas impressões dos primeiros reclames brasileiros.
Publicado no Almanach Laemmert (RJ) – 1903
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